Para se tornar efetivo como instância de representação e regulação da sociedade, o Estado precisa inserir a cultura em sua agenda prioritária, não somente pelas inúmeras oportunidades que ela representa como instrumento de um projeto de desenvolvimento baseado nos valores humanos, mas, sobretudo, por sua capacidade de ativar os organismos de participação social. Para isso, deve reconhecer e estimular a diversidade como elemento de configuração de uma sociedade plural e participativa. (mais…)

A formação de redes socioculturais demonstra ser um caminho inteligente para a conquista da cidadania cultural. Essas redes caracterizam-se por propiciar um ambiente de discussão e de participação baseados na autonomia e na integridade de seus membros. Todos partilham ambientes livres e rizomáticos, dificultando o estabelecimento de sistemas de poder, controle e domínio centralizados sobre os conteúdos e trocas.
A apropriação coletiva e a construção colaborativa de conhecimento são características marcantes dessas redes, formadas a partir da identificação de seus agentes com os temas, oferecendo possibilidades de troca e diálogo pelas vias tradicionais, mas, sobretudo, a partir de ferramentas digitais e a Internet.
Uma nova possibilidade de democracia radical e direta forma-se nesse momento na web, por meio de blogs, mecanismos de rede, sistemas de troca de conteúdos culturais, permitindo o remix e novas formas de expressão, interação e participação política. Um movimento espontâneo da sociedade que evidencia a demanda por Cidadania Cultural.
Posted: outubro 20th, 2009
Categories:
2. O poder da sociedade
Tags:
cultura,
democracia,
redes
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